Secretário adjunto de Estado de Esportes, Ricardo Sapi, esteve presente no evento, no Território Noroeste (Foto: Arquivo/SEESP)

Apesar da tradição pesqueira em Minas Gerais, o dia de hoje, sexta-feira (19), ficará marcado na história da pesca esportiva no Estado. Isso, porque foi realizado em Paracatu, cidade do território Noroeste, o evento “Rio Paracatu, Vida Saudável”, que propõe a proibição da pesca predatória no local e a criação de uma organização que se dedique exclusivamente à Pesca Esportiva em Minas.

A ação que conta com o apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP), foi a primeira em prol da modalidade que vem ganhando muitos adeptos nos últimos anos em todo o estado. Apoiador da iniciativa, o secretário adjunto de Estado de Esportes, Ricardo Sapi, esteve presente no evento. “Trago o abraço do secretário de Estado de Esportes, Arnaldo Gontijo, que chegou a pouco no órgão, e está muito empenhado em darmos início a essa grande ação da pesca esportiva mineira em parceria com o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Agricultura e Pesca. Essa é uma ação que está sendo iniciada pelo município de Paracatu, mas que irá se estender por todo território de Minas Gerais”, afirmou Sapi.

No evento, também foi destacado o grande potencial do Estado na área da pesca, uma vez que Minas Gerais é banhada por várias bacias hidrográficas como a do Rio Paraná e do Rio São Francisco, onde existem vários reservatórios de usinas hidrelétricas e em quase todas foi introduzido o tucunaré, que juntamente com o dourado – espécie nativa destas bacias – são as duas principais espécies esportivas do estado.

Além de ser uma modalidade esportiva, Sapi destacou ainda o benefício que a pesca esportiva traz consigo na preservação ambiental. “Estou honrado com o convite para vir aqui tratar de um assunto tão importante. É uma prática que possui um potencial econômico enorme que também favorece o atrativo turístico e contribui para a preservação ambiental”, destacou Sapi. Para ele a pesca esportiva pode ser, sobretudo, um alerta para ampliar a prática de outras modalidades como o mergulho. "É preciso usar a bandeira do esporte como instrumento de conscientização para que o uso sustentável dos recursos naturais seja uma regra e não uma exceção", disse.

Quem também está animado com esse apoio à pesca esportiva é o biólogo Gabriel Alkmim, que faz parte da comissão organizadora de competições de pesca esportiva em Minas Gerais. Ele contou que é notório o crescimento, em todo país, dos eventos em torno da modalidade. "Em Minas Gerais, este crescimento se deve, principalmente, pelas inúmeras opções de pesqueiros que o estado dispõe”, avalia Gabriel.

Para provar que está certo, Gabriel aponta o estudo da consultoria Ipsos/Marplan, o qual mostra que o ramo da pesca esportiva movimenta cerca de R$ 5 bilhões por ano no país, e que o hábito de pescar dos brasileiros fez com que o número de adeptos da prática dobrasse em dez anos, passando de 4 milhões, em 2006, para 7,8 milhões de pessoas.

Setembro marcará grandes evento em prol da pesca esportiva
O estado receberá neste ano o 8º Torneio Nacional de Pesca Esportiva. Apoiado pela Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (ANEPE), entidade filiada ao Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), o torneio acontecerá no dia 16 de Setembro no Náutico Três Marias Iate Clube. O torneio, relizado na cidade de Três Marias, já é famoso entre os pescadores competidores pelo volume de peixes apresentados para medição e principalmente pelos grandes exemplares.

Para Ricardo Sapi o evento estará em consonância com outras agendas realizadas pelo Governo de Minas Gerais no mês de setembro, em preparação para o 8º Fórum Mundial das Águas, que será realizado em março de 2018, em Brasília. Ele explicou que o propósito é reunir iniciativas de conscientização e mobilização da população quanto ao uso consciente da água e dos recursos naturais.